HOMILIA DE DOM FRANCISCO SANTOS
11ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira
(Senhores Cardeais, Queridos Irmãos no Episcopado
e no Sacerdócio Estimados amigos.)
Queridos irmãos e irmãs:
Hoje,
Jesus convida-nos a orar para a glória de Deus, com a finalidade de agradar ao
Pai, pois foi por isso que fomos criados. Assim o afirma o Catecismo da Igreja:
«Deus criou tudo para o homem, mas o homem foi criado para servir e amar a Deus
e para lhe oferecer toda a criação». Este é o sentido da nossa vida e o nosso
orgulho: agradar ao Pai, comprazer a Deus. Este é o testemunho que Cristo nos
deixou. Oxalá o Pai celestial possa dar a cada um de nós o mesmo testemunho que
deu do seu Filho no momento de seu batismo: «Este é o meu Filho amado; nele
está meu pleno agrado» (Mt 3,17).
A falta de retidão de intenção seria
especialmente grave e ridícula se se produzisse em ações como a oração, o jejum
e a esmola, pois se trata de atos de piedade e de caridade, quer dizer, atos
que —per se— são próprios da virtude da religião ou atos que se realizam por
amor a Deus.
Portanto, «cuidado! Não pratiqueis vossa justiça
na frente dos outros, só para serdes notados. De outra forma, não recebereis
recompensa do vosso Pai que está nos céus» (Mt 6,1). Como poderíamos agradar a
Deus se o que procuramos à partida é que nos vejam e ficar bem —em primeiro
lugar— perante os homens? Não é que tenhamos que nos esconder dos homens para
que nos não vejam, trata-se de dirigir as nossas boas obras diretamente e em
primeiro lugar para Deus. Não importa nem é mau que os outros nos vejam: pelo
contrário, pois podemos edificá-los com o testemunho coerente das nossas ações.
O agir segue o ser. A esmola
nos faz ouvir os outros, estar atentos à necessidade dos irmãos; o jejum nos
faz ouvir a nós mesmos, colocando-nos em estado de atenção sobre nossas
próprias necessidades; e a oração nos faz ouvir a voz de Deus na verdade do
silêncio. A verdade da nossa vida se deixa ver no segredo de Deus.
Mas o que
verdadeiramente importa —e muito!— é que vejamos a Deus nas nossas atitudes.
Assim Seja!
Texto adaptado: Dom
Francisco Santos.

0 Comentários