HOMILIA DE DOM FRANCISCO SANTOS
11ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira
(ANO B – 2021)
(Senhores Cardeais, Queridos Irmãos no Episcopado
e no Sacerdócio Estimados amigos.)
Queridos irmãos e irmãs:
Jesus nos ensina
a rezar. Ele diz que não precisamos usar palavras bonitas ou difíceis, pois o
Pai já sabe do que precisamos, muito antes de nós abrirmos a boca para pedir.
“O vosso Pai sabe do que
precisais, antes de vós o pedirdes”
O Senhor
quer nos ajudar a crescer em um tema central de nossa vida cristã: A oração.
Nos adverte que não devemos rezar como os pagãos que tentam convencer a Deus
sobre aquele que querem. Muitas vezes pretendemos conseguir o que desejamos a
través da insistência, fazendo-se de "pesado" com Deus, acreditando
que seremos capazes de nos fazer ouvir com a nossa verborragia. (uso de uma quantidade
excessiva de palavras.)
Vivemos com essa confiança? Estou ciente de que o Pai
está constantemente lavando meus pés e que ele sabe melhor do que ninguém o que
eu preciso o tempo todo (em grandes e
pequenas coisas)?
Jesus nos abre um novo horizonte de oração: A oração de quem
se dirige a Deus com a consciência de um filho. O tipo de relação que tenho com
uma pessoa determina a maneira na que pedimos as coisas, e também aquilo que
posso esperar dela. De um pai, e especialmente do Pai celestial, eu posso
esperar tudo e sei que ele cuida da minha vida. Por isso Jesus, que vive sempre
como um autêntico filho, nos diz «não fiquem preocupados por sua vida: o que
você vai comer» (Mt 6,25). Realmente tenho esta consciência de filho? Dirijo-me
a Deus com a mesma familiaridade com que o faço com meu pai ou com minha mãe?
Depois, Jesus nos abre seu coração, e nos ensina como é sua
relação/oração com o Pai para que a façamos também nossa. Com a oração do “Pai
Nosso” Jesus nos ensina a viver como filhos.
Suplique até Ele
colocar em teu coração a certeza da vitória, pois oração é combate. Peça a
graça de descobrir as coisas que te prostram e não permitem que perseveres. Se
necessário chame e grite: Pai Nosso.
Assim Seja!
Texto adaptado: Dom
Francisco Santos.

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